Vintage Tumblr Backgrounds
Strange World
l-envers:

∆

l-envers:

(Source: black-leather)

(Source: filmcrack)

rockandsoda:

Sobre o balcão da minha cozinha repousa um daqueles porta-facas americanos, com as lâminas de diferentes tamanhos embainhadas num suporte de madeira. Puxei uma delas, de gume serrilhado, e passei lentamente pelo meu pulso esquerdo. Foi como se a minha mão fosse uma planta carnívora e eu tivesse que serrá-la. Era ela ou eu. Nada de fazer prisioneiros. Era uma mão lutando contra a outra. Senti apenas uma sucessão de picadas, e o sangue brotou em minúsculos globos, delineando um bracelete vermelho no meu punho e escorrendo para o cotovelo, onde ficou pingando como uma goteira antiga. As gotas de sangue pareciam sementes de romã. Mudei a faca de mão e fiz o mesmo com o outro pulso, encantado com a ausência de dor. Escorreguei numa pocinha vermelha e bati com a cabeça no armário. Devo ter-me arrastado e rastejado. Depois, resvalei para a pequena morte diária que é o sono. Acordei tarde e abri uma fresta dos olhos, com o sol a incidir-me na cara, mais vivo que morto. Na parede do quarto, avistei marcas da minha mão impressas em vermelho acastanhado, como gravuras rupestres. Crostas tinham coagulado nos cortes. Quando a empregada chegou, perguntou-me o que era aquilo.
- Foi ao arrumar as rosas no vaso. Os espinhos. Só um arranhão.
- Quais rosas? Qual vaso?
Fingi que não ouvi, e sai de casa de mansinho. Na nossa sociedade, as pessoas têm medo dos suicidas. A nossa sociedade prefere matar que morrer. Deve ser por isso que nos telejornais portugueses, ninguém morre. Toda a gente “desaparece” ou, na pior das hipóteses, “falece”. Ora, que diabo, morrer é uma coisa que acontece nas melhores famílias. |ROCKANDSODA 

rockandsoda:

Sobre o balcão da minha cozinha repousa um daqueles porta-facas americanos, com as lâminas de diferentes tamanhos embainhadas num suporte de madeira. Puxei uma delas, de gume serrilhado, e passei lentamente pelo meu pulso esquerdo. Foi como se a minha mão fosse uma planta carnívora e eu tivesse que serrá-la. Era ela ou eu. Nada de fazer prisioneiros. Era uma mão lutando contra a outra. Senti apenas uma sucessão de picadas, e o sangue brotou em minúsculos globos, delineando um bracelete vermelho no meu punho e escorrendo para o cotovelo, onde ficou pingando como uma goteira antiga. As gotas de sangue pareciam sementes de romã. Mudei a faca de mão e fiz o mesmo com o outro pulso, encantado com a ausência de dor. Escorreguei numa pocinha vermelha e bati com a cabeça no armário. Devo ter-me arrastado e rastejado. Depois, resvalei para a pequena morte diária que é o sono. Acordei tarde e abri uma fresta dos olhos, com o sol a incidir-me na cara, mais vivo que morto. Na parede do quarto, avistei marcas da minha mão impressas em vermelho acastanhado, como gravuras rupestres. Crostas tinham coagulado nos cortes. Quando a empregada chegou, perguntou-me o que era aquilo.

- Foi ao arrumar as rosas no vaso. Os espinhos. Só um arranhão.

- Quais rosas? Qual vaso?

Fingi que não ouvi, e sai de casa de mansinho. Na nossa sociedade, as pessoas têm medo dos suicidas. A nossa sociedade prefere matar que morrer. Deve ser por isso que nos telejornais portugueses, ninguém morre. Toda a gente “desaparece” ou, na pior das hipóteses, “falece”. Ora, que diabo, morrer é uma coisa que acontece nas melhores famílias. |ROCKANDSODA 

Este ano eu amadureci tanto (…)

(Source: insegur0)

Pessoas lindas do Tumblr, pelo amor de seja lá o que você quiser, entendam que rótulos não levam a nada e que seu preconceito é tão inútil quanto qualquer outro. Sabe, Slipknot não é do Diabo, Kiss também não. Os caras da Restart não são viados só pelas roupas que usam. Os do Nirvana também não viviam só usando drogas. Coldplay é rock, não importa se é leve. Justin Bieber pode ter uma voz que não agrada a todos, mas admita que se ele não tivesse talento ou no mínimo carisma, não estaria onde está. Ninguém provou que Michel Jackson era pedófilo. Amy Winehouse não era só uma bêbada drogada, era um grande talento. Marilyn Monroe tinha sentimentos e teve uma infância pobre. Britney pode não ser a melhor cantora do mundo, mas é a princesa do pop e ponto final. Axl Rose não era gay só por usar shorts coladinhos no corpo e rebolar feito uma garota. E Cherie Currie não era vadia por se apresentar de calcinha e espartilho. Sabe, ninguém agrada a todos. Mas todos têm o dever do respeito mútuo. Grata.